terça-feira, 29 de junho de 2010

Os Concílios




De tempos em tempos, conforme as necessidades da Igreja são realizados os Concílios - reunião de todas as autoridades eclesiais no intuito de discutir sobre a doutrina, a fé e os costumes. O Concílio Vaticano II, iniciado pelo Papa João XXIII em 1962 e encerrado em 1965 pelo Papa Paulo VI, tratou nitidamente da relação da Igreja com os meios de comunicação, algo que até então não era mencionado. Inúmeros documentos foram elaborados para legitimar essa nova postura da Igreja, neles fica evidente a importância que passou a ser dada aos meios. A partir deste acontecimento a Igreja se torna mais flexível acerca da utilização dos meios de comunicação de massa para a evangelização, no entanto, “não é suficiente, portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta ‘nova cultura’, criada pelas modernas comunicações” (RM, n. 37c). Com essa nova relação, Igreja e Meios de comunicação, surgem novas oportunidades e alternativas para a evangelização, mas surgem também diversas preocupações. Ao adentrar na cultura dos novos meios, a Igreja se depara com um choque de valores, pois os meios de comunicação em si, essa nova cultura que é gerada, apresenta valores que são contrários aos da Igreja. Em decorrência deste episódio surge a Renovação Carismática Católica, a qual objetiva pôr em prática as novas determinações do Concílio Vaticano II. O surgimento da RCC representa um marco na história da Igreja, considerando que a partir dela a comunidade experimenta a ação do Espírito Santo (Pentecostes).

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